Coriolano FIlho, atual editor de O Progresso

*Adalberto Franklin

Nos seus 40 anos de existência, O PROGRESSO já registrou no seu expediente sete editores chefes, dos quais três chegaram a ocupar duas vezes a função. Ao seu estilo e de maneira diferenciada de administrar a Redação, mas sempre seguindo a linha editorial adotada pela empresa, todos deixaram a sua marca e mantiveram inalterada a liderança do seu Expressão Regional.

O primeiro editor-chefe foi Jurivê de Macêdo, o qual ajudou José Matos Vieira a fundar o jornal. Comandou a Redação até 1978, quando o jornal, sob a direção de um grupo de São Luís que havia adquirido a empresa, fechou as suas portas.

A cidade ficou sem o único jornal, que circulava três vezes por semana. Mas foi por pouco tempo. O advogado Sergio Godinho retomou o comando de O PROGRESSO, que voltou a circular tendo como editor o jornalista Sergio Macêdo, "cria" da casa. Depois o seu pai, Jurivê de Macêdo, voltou ao jornal e reassumiu a Editoria, ficando até 1985, quando saiu para dirigir a sucursal do jornal O Estado do Maranhão.

Sem alternativa local no momento para assumir o lugar de Jurivê de MacêdoSergio Godinho recorreu ao grande amigo Moreira Serra, brilhante jornalista maranhense que estava em São Luís, comandando e dirigindo o escritório regional da EBN-Empresa Brasileira de Notícias. Ele veio e assumiu interinamente a Redação, a qual, depois de reestruturada, foi entregue ao jornalista Antonio Costa, vindo de São Luís como correspondente do Diário do Norte, pouco tempo depois extinto.

Em 1986 Antonio Costa resolveu deixar a empresa e no seu lugar ficou o jornalista Adalberto Franklin, que em 1988 saiu para se dedicar a atividades de assessoria de comunicação.

Para substituí-lo, foi escolhido o jornalista Coriolano Miranda Rocha Filho (foto), que passou a comandar a Redação depois de ter passado por praticamente todos os seus setores, como paginação, revisão e reportagem na área policial. Coló Filho, como é mais conhecido, saiu junto com Jurivê para trabalhar em O Estado do Maranhão, mas em 1987 voltou para O PROGRESSO, como correspondente em Açailândia, por quase um ano. Em julho de 1988, assumiu o lugar de Adalberto Franklin.

Em dezembro de 1992, Coló Filho deixa o jornal para ser assessor de Comunicação do prefeito Renato Cortez Moreira. Ocupou o cargo por nove meses, tempo em que Renato passou na prefeitura, e cujo mandato foi interrompido por um assassino que o matou com dois tiros no dia 6 de outubro de 1993, no Mercado Bom Jesus.

Com a sua saída para assessorar Renato Moreira, voltou ao comando da Redação o jornalista Antonio Costa, que em 1997 foi para Palmas (TO) dirigir o Diário Tocantinense, fundado pelo diretor-superintendente de O PROGRESSOSergio Godinho.

Para o lugar de Costa foi contratado o jornalista Luiz Duarte, que estava no Jornal Capital. Cerca de dois anos depois Duarte foi para a editoria do jornal Folha do Dia e Coló Filho, que já estava de volta ao jornal, assumiu pela segunda vez a chefia da Redação, estando até hoje na função.

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*Adalberto Franklin é pesquisador de história regional e membro da AIL; autor de “Breve história de Imperatriz” e “Apontamentos e fontes para a história de Imperatriz”, dentre outros e ex-editor de O PROGRESSO.