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Abril 15, 2012

Preso um dos criminosos mais procurados do Norte e Nordeste

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    Jaime Souzza/Diário do Pará
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Um dos criminosos mais procurados do Norte e Nordeste do Brasil foi preso, na manhã dessa sexta-feira (13), em Fortaleza, no Ceará, por policiais do Pará. Jocicley Braga de Moura, 28 anos, mais conhecido por “Dote”, estava no centro da capital cearense no momento em que foi localizado por uma equipe de policiais civis da Divisão de Repressão a Furtos e Roubos (DRFR), da Polícia Civil do Pará, sob comando do delegado Eder Mauro, titular da unidade policial.
Condenado a nove anos e seis meses de prisão em regime fechado, por tráfico de drogas, pelo juiz Paulo Jussara Júnior, da Vara de Entorpecentes e Combate às Organizações Criminosas do Pará, em dezembro de 2010, “Dote” estava na condição de foragido. A localização e captura do criminoso são resultado de dois meses ininterruptos de investigações que mobilizaram o Sistema Integrado de Segurança Pública do Pará, por meio de policiais civis da DRFR e policiais militares da Ronda Tática Metropolitana (Rotam), em quatro Estados brasileiros.
As buscas por “Dote”, considerado o chefe do esquema de tráfico de drogas nas regiões Norte e Nordeste do País, levaram as equipes policiais a levantarem endereços do criminoso no Maranhão, na região dos Lençóis Maranhenses; em Teresina no Piauí; em Natal, no Rio Grande do Norte, e em Fortaleza no Ceará. Nessas regiões, havia informações, de acordo com os levantamentos feitos durante as investigações, da presença do megatraficante.
“Os policiais ficaram 60 dias viajando direto nessas regiões em busca do paradeiro dele”, detalhou Éder Mauro. Até que, na manhã dessa sexta-feira, no momento em que saía de um edifício de luxo, no centro de Fortaleza, Jocicley Braga de Moura acabou abordado pela equipe de policiais civis na rua. Segundo o delegado, “Dote” estava preparando, na capital cearense, a festa de aniversário de um familiar para os próximos dias. Após ser preso, o megatraficante foi conduzido pela equipe policial. O local onde ele se encontra preso está mantido em sigilo por medida de segurança.
O criminoso foi transferido para Belém na manhã de ontem. Além da condenação no Pará, “Dote” é procurado pela Polícia Federal no Estado do Amazonas, por tráfico internacional de drogas, e pela Polícia Civil do Estado do Ceará, onde tem prisão preventiva decretada pela Justiça acusado do homicídio da modelo Vanielle Albuquerque, em 2007, que na época era namorada de “Dote”. Ele responde a processos por tráfico de drogas também no Paraná e em São Paulo.

Ficha

Paraense de Belém, “Dote” cresceu no bairro da Cabanagem, onde passou a comandar o tráfico de drogas aos 12 anos de idade. Ele mantinha bases em Manaus, de onde exercia influências em Belém. Em Fortaleza, ele é responsável por inúmeros negócios, inclusive, de uma concessionária de veículos. Jocicley Moura foi preso em duas ocasiões pela Polícia Civil do Pará, uma delas em Belém e outra em Manaus. A primeira vez que foi preso foi em 11 de fevereiro de 2009, durante uma festa de aniversário, em um bar no bairro de São Braz, em Belém.
Ele foi colocado em liberdade pela Justiça em março. A Justiça decretou novamente a prisão preventiva do criminoso em abril. “Dote” foi preso em 27 de julho desse ano em Manaus. Em função das inúmeras operações que resultaram no fechamento de laboratórios de refino de drogas de traficantes ligados ao criminoso, em Belém, o delegado Eder Mauro foi ameaçado de morte pelo megatraficante. “Dote” ofereceu R$ 300 mil a dois pistoleiros, em 2008, para matar o policial.
Em outubro de 2009, “Dote” foi novamente posto em liberdade condicional pela Justiça com base em habeas corpus concedido pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Desde então, respondia aos processos no Pará em liberdade. Em dezembro de 2010, “Dote” foi condenado a 9,6 anos de prisão por tráfico de drogas no Pará. Em sessão realizada em abril de 2011, as Câmaras Criminais Reunidas negaram liberdade provisória para Jocicley Braga de Moura. A defesa do réu sustentou que Jocicley estava sofrendo constrangimento ilegal, ao lhe ser negado o direito de apelar da sentença em liberdade. Para fundamentar tal argumento, a defesa lembrou que o réu estava em liberdade provisória por uma decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Mas a desembargadora relatora do processo, Maria de Nazaré Gouveia dos Santos, lembrou que, na mesma liminar, o ministro afirmou que a decisão poderia ser revertida caso surgissem fatos novos, o que no entendimento da relatora ocorreu, pois o réu está foragido e forneceu endereço residencial falso. O voto da desembargadora foi acompanhado à unanimidade.

Taipan

EDIÇÃO Nº 14379

Edição 14986

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